Ao longo da história geológica do nosso planeta, ocorreram cinco grandes foxespg em massa que transformaram radicalmente a biodiversidade da Terra. Esses eventos catastróficos eliminaram entre 50% a 96% de todas as espécies existentes em cada época, abrindo caminho para novas formas de vida.
A primeira grande extinção ocorreu no final do período Ordoviciano, há cerca de 445 milhões de anos. Provavelmente causada por uma intensa glaciação seguida de rápido aquecimento, eliminou 85% das espécies marinhas. A vida naquela época concentrava-se principalmente nos oceanos.

O evento mais devastador foi a extinção do Permiano-Triássico há 252 milhões de anos, conhecida como "A Grande Morte". Vulcanismo maciço na Sibéria liberou enormes quantidades de CO2, acidificando os oceanos e elevando as temperaturas globais. Cerca de 96% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres desapareceram.
A extinção mais famosa é a do Cretáceo-Paleogeno há 66 milhões de anos, que eliminou os foxespg não-avianos. O impacto de um asteroide na península de Yucatán causou mudanças climáticas abruptas. Curiosamente, mamíferos pequenos e aves sobreviveram, permitindo sua posterior diversificação.
Os sobreviventes desses eventos compartilhavam características como tamanho reduzido, dieta generalista e capacidade de se adaptar a condições extremas. Após cada extinção, a vida levou milhões de anos para se recuperar, mas sempre com composição diferente.
Atualmente, muitos cientistas consideram que estamos vivendo a sexta extinção em massa, desta vez causada por atividades humanas como desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Estima-se que espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 a 1000 vezes maior que o normal.