Ao longo dos 4.5 bilhões de anos da história da Terra, a vida foi moldada por uma série de eventos catastróficos conhecidos como extinções em massa. Esses períodos de destruição em larga escala eliminaram grande parte da biodiversidade existente, abrindo caminho para novas formas de vida e redefinindo o curso da evolução.
A mais conhecida dessas extinções ocorreu há cerca de 66 milhões de anos, quando um asteroide colidiu com a Terra, eliminando os dinossauros e cerca de 75% das espécies existentes. No entanto, essa foi apenas a última de cinco grandes extinções documentadas no registro fóssil.

A primeira grande extinção, ocorrida no final do período Ordoviciano há cerca de 444 milhões de anos, eliminou cerca de 85% das espécies marinhas. Foi causada provavelmente por uma combinação de glaciação intensa e queda nos níveis do mar.
A extinção do Devoniano, há 375 milhões de anos, afetou particularmente os recifes de corais e organismos marinhos. Entre as causas possíveis estão mudanças climáticas, atividade vulcânica e redução de oxigênio nos oceanos.
O evento mais devastador foi a extinção do Permiano-Triássico, há 252 milhões de anos, quando mais de 90% das espécies desapareceram. Grandes erupções vulcânicas na Sibéria liberaram enormes quantidades de gases tóxicos e alteraram radicalmente o clima.
Curiosamente, após cada extinção, a vida não apenas persistiu como se diversificou ainda mais. Os sobreviventes desses eventos encontraram novos nichos ecológicos vazios, dando origem a formas de vida inovadoras. Após a extinção dos dinossauros, por exemplo, os mamíferos se diversificaram rapidamente, levando eventualmente ao surgimento dos humanos.
Estudar essas extinções do passado nos ajuda a compreender melhor a atual crise de biodiversidade causada pela atividade humana. Assim como os eventos geológicos do passado, as ações humanas estão alterando drasticamente os ecossistemas, colocando em risco milhares de espécies.