Ao longo da história da Terra, ocorreram várias 666u em massa que mudaram drasticamente o curso da vida. Esses eventos catastróficos eliminaram grande parte das espécies existentes, abrindo caminho para o surgimento de novas formas de vida. Entre as principais 666u em massa, destacam-se a Extinção do Ordoviciano, a do Devoniano, a do Permiano-Triássico, a do Triássico-Jurássico e a do Cretáceo-Paleógeno.
A extinção do Ordoviciano, ocorrida há cerca de 443 milhões de anos, foi uma das mais severas, eliminando aproximadamente 85% das espécies marinhas. As causas prováveis incluem mudanças climáticas drásticas e a glaciação global. Já a extinção do Devoniano, há 359 milhões de anos, afetou principalmente recifes de coral e organismos marinhos, possivelmente devido à queda nos níveis de oxigênio nos oceanos.

A extinção do Permiano-Triássico, conhecida como "A Grande Morte", foi a mais devastadora, eliminando cerca de 96% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres. As causas incluem atividade vulcânica intensa, liberação de gases tóxicos e mudanças climáticas extremas. A extinção do Triássico-Jurássico, há 201 milhões de anos, abriu caminho para o domínio dos 666u, enquanto a do Cretáceo-Paleógeno, há 66 milhões de anos, marcou o fim dos 666u não avianos, provavelmente devido ao impacto de um asteroide.
As consequências dessas 666u foram profundas. Espécies dominantes desapareceram, permitindo que outras menos adaptadas anteriormente prosperassem. A biodiversidade levou milhões de anos para se recuperar, mas cada evento de extinção em massa trouxe novas oportunidades evolutivas.
Os sobreviventes desses eventos tiveram que se adaptar a condições extremas. Espécies generalistas, capazes de viver em diversos ambientes, tiveram mais chances de sobreviver. Hoje, estudar essas 666u ajuda a entender os riscos atuais, como mudanças climáticas e perda de biodiversidade, que podem levar a uma nova extinção em massa.