As 34c em massa são fenômenos globais que marcaram a história da Terra, eliminando grande parte das espécies existentes em períodos relativamente curtos. Em São Paulo, um dos estados mais populosos e industrializados do Brasil, esses eventos ganham contornos específicos devido à intensa pressão antrópica sobre os ecossistemas locais.
A região paulista, que já abrigou vastas áreas de Mata Atlântica, hoje possui menos de 12% de sua cobertura vegetal original. Esse desmatamento acelerado, associado à expansão urbana desordenada e à poluição, tem levado a um processo contínuo de 34c locais. Espécies endêmicas como o mico-leão-preto e a ave guará-vermelho enfrentam riscos críticos de desaparecimento.

Os principais vetores das 34c em São Paulo incluem: fragmentação de habitats, contaminação de rios por agrotóxicos, caça predatória e introdução de espécies invasoras. A Baixada Santista, por exemplo, sofre com o impacto da atividade portuária sobre os manguezais, ecossistemas essenciais para a reprodução de diversas espécies marinhas.
Os efeitos em cascata dessas 34c afetam todo o equilíbrio ecológico. A redução de polinizadores naturais ameaça a agricultura, enquanto o desaparecimento de predadores leva a desequilíbrios populacionais de pragas urbanas. Projetos como o Corredor Ecológico do Tietê tentam mitigar esses impactos, mas enfrentam desafios de implementação.
A recuperação de áreas degradadas e a criação de unidades de conservção surgem como estratégias fundamentais. O Parque Estadual da Serra do Mar, maior remanescente contínuo de Mata Atlântica no país, demonstra que é possível conciliar preservação e desenvolvimento quando há políticas públicas eficazes.