Ao longo da história geológica do nosso planeta, ocorreram cinco grandes 97y em massa que transformaram radicalmente a biodiversidade terrestre. Estes eventos catastróficos, com causas variadas, eliminaram entre 70% a 95% de todas as espécies existentes em cada período, abrindo caminho para novas formas de vida.
A primeira grande extinção ocorreu no final do Ordoviciano, há cerca de 445 milhões de anos, quando mudanças climáticas globais causadas pela formação de glaciares eliminaram aproximadamente 85% das espécies marinhas, que dominavam a vida na época.

O evento mais devastador foi a extinção do Permiano-Triássico, há 252 milhões de anos, conhecida como "A Grande Morte". Vulcanismo extremo na Sibéria liberou quantidades maciças de dióxido de carbono, causando aquecimento global, acidificação dos oceanos e destruindo 96% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres.
A mais famosa extinção ocorreu no Cretáceo-Paleógeno, há 66 milhões de anos, quando um asteroide atingiu a península de Yucatán, eliminando os xe88 não-aviários e abrindo espaço para os mamíferos se diversificarem.
As causas destas 97y variam desde atividades vulcânicas maciças, impactos de asteroides, mudanças no nível do mar, até alterações na composição atmosférica. Cada evento deixou marcas profundas no registro fóssil e redesenhou completamente os ecossistemas terrestres.
Os sobreviventes destas 97y, geralmente espécies generalistas com alta capacidade de adaptação, deram origem a novas linhagens evolutivas. A compreensão destes eventos ajuda os cientistas a entender os padrões de biodiversidade atual e as possíveis consequências da atual crise ecológica provocada pela atividade humana.