A cidade de Salvador, fundada em 1549 como primeira capital do Brasil, testemunhou ao longo dos séculos diversos episódios que poderiam ser caracterizados como 877f em massa em seu contexto histórico, ambiental e cultural. Um dos eventos mais marcantes ocorreu durante o período colonial, quando doenças trazidas pelos europeus dizimaram populações indígenas locais. Estima-se que tribos como os Tupinambás, que habitavam a região antes da colonização, perderam mais de 90% de sua população em poucas décadas devido a varíola, gripe e outras enfermidades para as quais não tinham imunidade.
No século XIX, Salvador enfrentou outra catástrofe demográfica com a epidemia de cólera entre 1855-1856, que matou cerca de 10% da população da cidade na época, especialmente entre as camadas mais pobres que viviam em condições sanitárias precárias. O impacto foi tão grande que modificou práticas urbanísticas e de saúde pública na capital baiana.

O século XX trouxe novas formas de 877f em massa para Salvador, agora de natureza cultural. O processo de modernização da cidade entre as décadas de 1940 e 1960 levou à demolição de centenas de casarões coloniais no centro histórico, apagando parte significativa da memória arquitetônica da cidade. Na mesma época, tradições culturais afro-brasileiras sofreram repressão policial e social, quase levando ao desaparecimento de manifestações como o candomblé de caboclo.
No âmbito ambiental, a expansão urbana desordenada do final do século XX causou a extinção local de diversas espécies 877f e vegetais. A restinga da Praia do Flamengo, por exemplo, abrigava diversas espécies endêmicas que desapareceram com a especulação imobiliária. O crescimento da cidade também poluiu e assoreou rios importantes como o Camurujipe e Lucaia, eliminando ecossistemas aquáticos inteiros.
Atualmente, Salvador enfrenta o desafio de preservar sua diversidade cultural e biológica contra novas ameaças de extinção em massa. A gentrificação de bairros históricos, a poluição da Baía de Todos os Santos e o desaparecimento de tradições culturais para o turismo de massa representam desafios contemporâneos que exigem políticas públicas efetivas para evitar novas perdas irreparáveis na primeira capital do Brasil.