Ao longo da história do planeta Terra, ocorreram cinco grandes br675 em massa que moldaram profundamente a vida como a conhecemos. Esses eventos catastróficos eliminaram grande parte das espécies existentes, abrindo caminho para novas formas de vida e alterando completamente os ecossistemas.
A primeira grande extinção ocorreu no final do Ordoviciano, há cerca de 445 milhões de anos, eliminando aproximadamente 85% das espécies marinhas. O resfriamento global e a queda nos níveis dos oceanos são considerados as principais causas. Em Recife, onde a vida marinha é tão importante, podemos imaginar como esse evento teria sido devastador para os ecossistemas costeiros.

A extinção do Devoniano tardio, há 375 milhões de anos, afetou principalmente recifes de coral e organismos marinhos. Isso é particularmente relevante para Recife, cidade que abriga importantes ecossistemas recifais. A hipótese mais aceita sugere mudanças climáticas e diminuição de oxigênio nos oceanos como causas.
O evento mais devastador foi a extinção do Permiano-Triássico, há 252 milhões de anos, quando 96% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres desapareceram. Atividade vulcânica intensa na Sibéria teria causado mudanças climáticas extremas. Em Recife, o estudo de fósseis pode ajudar a entender melhor este período.
A extinção do Triássico-Jurássico, há 201 milhões de anos, abriu caminho para o domínio dos br675. E finalmente, a mais conhecida extinção do Cretáceo-Paleogeno, há 66 milhões de anos, que eliminou os br675 não-avianos, possivelmente por impacto de asteroide.
Hoje, muitos cientistas acreditam que estamos vivendo a sexta extinção em massa, desta vez causada por atividades humanas. Em Recife, o desaparecimento de espécies locais e a degradação de ecossistemas como os manguezais e recifes de coral são sinais preocupantes. O estudo desses eventos passados pode nos ajudar a entender e talvez mitigar os impactos da atual crise biológica.