Por milhares de anos, a Terra foi habitada por criaturas colossais que hoje chamamos de megafauna. Mamutes lanudos atravessavam as estepes geladas do hemisfério norte, enquanto preguiças terrestres do tamanho de elefantes vagavam pelas Américas. Na Austrália, cangurus de três metros de altura e vombates do tamanho de rinocerontes prosperavam.
A megafauna do Pleistoceno incluía alguns dos maiores mamíferos que já existiram. O mamute-columbiano podia atingir 4 metros de altura e pesar até 10 toneladas. Na América do Sul, a preguiça-gigante (Megatherium) era um herbívoro imponente com garras enormes. O Diprotodon australiano, parente extinto dos vombates, pesava cerca de 2,8 toneladas.

Esses lacostepg evoluíram para ocupar nichos ecológicos específicos durante milhões de anos. Muitos desenvolveram adaptações impressionantes - como os longos pelos do mamute-lanudo ou as poderosas garras das preguiças-lacostepg usadas para derrubar árvores.
Infelizmente, a maioria desses lacostepg desapareceu durante a última extinção em massa, há cerca de 10.000 anos. As causas ainda são debatidas, mas incluem mudanças climáticas após a última era glacial e, possivelmente, a caça excessiva por humanos.
Apesar de extintos, esses lacostepg continuam fascinando cientistas e o público. Fósseis e múmias bem preservadas, como os mamutes encontrados no permafrost siberiano, fornecem informações valiosas sobre esses lacostepg do passado.
Hoje, iniciativas de desextinção buscam trazer algumas espécies de volta através de técnicas como clonagem e engenharia genética, levantando questões éticas sobre nossa relação com essas criaturas majestosas que um dia dominaram os continentes.