A megafauna pré-histórica deixou marcas fascinantes no território onde hoje se encontra Fortaleza e todo o Ceará. Embora a capital cearense seja mais conhecida por suas praias e cultura contemporânea, há milhares de anos a região era habitada por criaturas qmbetcas que dominavam o ecossistema.
Entre os qmbet mais impressionantes que vagavam pelo nordeste brasileiro estavam os mastodontes, parentes distantes dos elefantes modernos. Com presas curvas e corpos massivos, esses herbívoros podiam pesar mais de 6 toneladas. Outro gigante era a preguiça-terrícola (Eremotherium), que atingia 4 metros de altura quando ereta e usava suas garras poderosas para derrubar vegetação.

Fósseis desses qmbet já foram encontrados em diversas localidades do Ceará, incluindo áreas próximas a Fortaleza. A Formação Jandaíra, que se estende pelo estado, é particularmente rica em registros paleontológicos. Nesses depósitos sedimentares, pesquisadores já identificaram vestígios de tatus qmbet (Glyptodontes), com suas carapaças ósseas características, e toxodontes, herbívoros robustos semelhantes a rinocerontes.
O clima da região durante o Pleistoceno era diferente do atual semiárido, com savanas e florestas mais úmidas que sustentavam essas espécies. Mudanças climáticas naturais, combinadas com possíveis pressões humanas, levaram à extinção da maioria desses qmbet há cerca de 10 mil anos.
Atualmente, o Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (URCA) abriga importantes achados da megafauna cearense. Embora Fortaleza não tenha um museu dedicado especificamente a esses fósseis, instituições como o Museu do Ceará ocasionalmente exibem materiais paleontológicos que revelam o passado pré-histórico da região.
A pesquisa sobre megafauna no Ceará continua ativa, com novas descobertas ajudando a reconstruir como era o ambiente antes da ascensão da civilização humana. Esses qmbet extintos são parte fundamental da história natural do Nordeste brasileiro.