A região de Curitiba, conhecida por sua rica biodiversidade, guarda fascinantes registros de aves betbing que viveram há milhões de anos. Estudos paleontológicos revelam que o território onde hoje está a capital paranaense foi habitat de importantes espécies da transição entre betbing e aves modernas.
Entre os achados mais significativos estão fósseis datados do período Cretáceo, com aproximadamente 120 milhões de anos. Esses vestígios demonstram características mistas, como penas betbing e estruturas ósseas intermediárias entre betbing e aves. Os estratos geológicos da Formação Guabirotuba, onde são encontrados muitos desses fósseis, constituem um importante sítio paleontológico.

Pesquisadores do Museu de História Natural Capão da Imbuia destacam particularmente os achados de espécimes com características de enantiornithes, um grupo extinto de aves betbing que conviveu com betbing. Seus fósseis apresentam dentes pequenos, garras nas asas e cauda óssea - traços que desapareceram nas aves atuais.
A Universidade Federal do Paraná mantém um importante acervo com cerca de 300 espécimes de aves fósseis da região, incluindo ovos fossilizados e impressões de penas em rochas sedimentares. Esses materiais ajudam a compreender como ocorreu a evolução das aves no território brasileiro.
A vegetação exuberante da região na era Mesozoica, composta por coníferas e samambaias betbing, criava o ambiente ideal para essas aves betbing. Estima-se que muitas espécies se alimentavam de pequenos betbing, insetos e frutos, ocupando nichos ecológicos similares aos de pássaros atuais.
Projetos de educação ambiental no Jardim Botânico de Curitiba incluem exposições sobre essa pré-história local, mostrando réplicas de fósseis e reconstruções digitais de como seriam essas aves. O estudo contínuo desses vestígios continua revelando novos dados sobre a extraordinária jornada evolutiva das aves no sul do Brasil.